
E infelizmente para o Benfica é o que tem acontecido já de há algum tempo para cá, e não me parece que vá mudar nos próximos tempos! No fundo a sportinguização total do clube (agora é no Benfica que se ouve para o ano é que é.)
Desporto em formato "Heavy"



Pelo contrário no lado masculino não correu tudo como se esperava. Tal como eu tinha previsto Nadal muito dificilmente renovaria o título, acabou por nem aparecer no Torneio devido ao seu problema com os tornozelos que já tem há algum tempo. A partir daí esperava-se (principalmente da parte dos ingleses) duma final entre Federer e Murray com o público a ter verdaeiras esperanças de finalmente ganhar de novo um britânico nas relvas inglesas. Contudo nem tudo aconteceu como se previa, Murray acabou por perder com Roddick nas meias-finais, quase que abrindo a passadeira para o suiço ter entrado definitivamente na História do ténis mundial, ganhando o seu 15º Grand Slam e tornando-se no jogador com mais torneios deste tipo de sempre (tendo 28 anos deverá ainda aumentar o seu pecúlio e falta-lhe agora apenas uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos a solo e uma vitória na Taça Davis, que contudo não me parece que consiga). Federer aproveitou ainda as derrotas dos seus opositores teóricamente mais dificeis (além de Murray na final, nas meias-finais poderia ter apanhado com Djokovic, mas este perdera com Haas e nos quartos-de-final Verdasco que perdera com Karlovic). A final acabou por ser mais equilibrada do que se esperara, com Roddick a dar muita luta e perdendo no 5º set (que eu infelizmente não consegui ver) com o parcial de 16-14 (e só aqui é que Federer conseguiu quebrar pela 1ª vez no jogo o serviço do norte-americano !!!), tornando-se assim o set mais longo de sempre duma final. Se o suiço tem resultado impressionantes, na relva eles ainda são mais salientes: em 11 participações esta é a sua sexta vitória, e desde 2003 só perdeu na relva uma única vez que foi na final do ano passado de Wimbledon (é preciso ter em atenção que normalmente, com a excepção de este ano vai também a Halle onde o resultado é o mesmo); além disso em 7 meias-finais só perdeu o seu serviço por apenas 2 vezes. De notar que Roger Federer com o resultado recuperou a 1ª posição no ranking, aproveitando da melhor forma assim a ausência de Nadal. Realce por último para uma curiosidade neste torneio com o retorno das velhas-figuras do circuito: além de Schiavone, que chegou pela primeira vez aos quartos-de-final do torneio (nunca tinha passado da 2ª ronda) aos 29 anos, há também a final de Roddick, que embora tenha só 26 anos e não se podendo considerar velho já está também numa fase descendente da sua carreira (fala-se que o ano passado pensou mesmo acabar de competir), mais a meia-final de Haas aos 31 anos e os quartos-de-final de Hewitt e Ferrero, dois antigos nºs 1 do mundo, mas que este ano chegaram já a estar fora dos 100 primeiros do ranking. A partir de agora, e embora haja ainda alguns torneios em terra batida o ténis irá mudar de continente com os principais torneios a serem nos dificeis hardcourts da América do Norte, culminando com o Open dos Estados Unidos já no final de Agosto.