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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Vuelta 2009
Acabou ontem a Volta a Espanha de 2009 com a vitória de Alexandro Valverde que durante toda a prova pareceu ser o mais bem preparado para esta prova. Ao fim de várias tentativas finalmente conseguiu ganhar uma grande competição de ciclismo. Não deixa de ser curioso que enquanto em Portugal se descobre que o último vencedor da nossa Volta, Nuno Ribeiro, foi apanhado com Epo, aqui ao lado na Volta a Espanha tenha havido como que uma ode aos mal-amados pelo doping. Valverde esteve envolvido já em problemas com ele, tendo inclusivamente ficado de fora em algumas provas por causa disso e Alexander Vinokurov voltou depois do seu castigo cumprido por também ser apanhado nas malhas do doping (embora este tivesse sido bastante assobiado nas primeiras etapas e acabasse por desistir no decorrer da prova). Para quem ficou muito ofendido com estas estórias (entretanto um médico dinamarquês também já disse que pelos valores de glóbulos vermelhos que Armstrong tinha no seu sangue no 1º e no último dia, que eram praticamente iguais muito provavelmente este tinha feito transfusões sanguíneas durante a prova ou seja também tinha infringindo as regras) eu penso que devem ser muito ingénuos (no mínimo). Desde que o desporto se tornou num negócio que rende muito dinheiro há muita pressão sobre todos os atletas em todos os desportos. Acho muita graça a toda estas estórias caindo toda a gente em cima dos atletas quando os principais causadores destes problemas raramente acabam por cumprir qualquer pena. O ciclismo sendo um desporto muito violento para quem o pratica e por ser mais controlado acaba por ser o desporto onde são apanhados mais atletas, mas infelizmente não é o único (nem irá ser). Quase que apostaria que nos desportos profissionais cerca de 85 dos atletas acabam por se dopar. O problema é a pressão que se coloca sobre os atletas, ou alguém pensa que havendo cada vez mais competições estes verdadeiros "heróis" aguentem sem "suplementos"? O que vocês têm a dizer sobre isto?
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Volta a Portugal 2009: o que aconteceu
Acabou a Volta a Portugal ontem com a vitória de Nuno Ribeiro, que parece aparecer sempre quando ninguém espera. Segunda vitória dele na Volta, e nas duas vezes ele a ganhar quando ninguém ou quase ninguém daria pela sua vitória. Na verdade ganhou a volta na etapa da Sra. da Graça quando entrou numa fuga e ninguém dava nada por ele. Depois foi só ir controlando e ganho mais algum tempo no Alto da Torre. Eu comecei por chamar Volta a Portugal, mas não foi bem a realidade. É que este ano a prova só decorreu de Lisboa para cima: cada vez se dá menos importância a ela e assim não ajudará a mudança deste pensamento, tal com não ajuda quase todas as etapas acabarem em circuito. Ou se muda alguma coisa ou cheira-me que a Volta a Portugal em ciclismo acabará por morrer...
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Agora as bonitas paisagens francesas só se verão para o ano

Foi ontem que acabou a edição de 2009 da Volta a França. Infelizmente não foi das melhores, diria até pouco emocionante. Talvez devido a pela primeira vez ter uma etapa em alta montanha no penúltimo dia, ou talvez devido a uma equipa ser claramente mais forte que as outras, o que é certo é que não aconteceu praticamente nada nas duas primeiras semana a não ser as vitórias de Mark Cavendish que foi claramente o melhor sprinter deste ano ganhando praticamente (e facilmente) todas as etapas que acabaram em sprint este ano. Por isso passaram-se os Pirenéus com muito poucos ataques e pouca emoção e tendo após as dificuldades como camisóla amarela o italiano Nocentini devido a estar envolvido numa fuga e que se sabia não aguentar por lá muito mais tempo. Os Alpes já tiveram alguma emoção com ataques de algumas figuras, mas só com os irmãos Schleck a conseguirem fazer alguma mossa à Astana, mas não a Contador que com melhor ou pior dificuldades foi-se aguentando e mesmo distanciando de todos os outros. Foi no contra-relógio anterior à etapa do Mount Ventoux que Contador tirou as poucas dúvidas que poderiam haver sobre a sua superioridade em relação aos restantes. Pode-se dizer assim que o espanhol ganhou com alguma facilidade o Tour, tendo como principal dificuldade os problemas que surgiram no interior da sua equipa, que por ter dois dos principais candidatos à vitória final acabou, como eu dissera na previsão da prova deste ano, por quase desmantelar a equipa (Lance Armstrong tem já uma nova equipa e Contador também poderá sair da Astana). É que ainda por cima notou-se, para mal do espanhol, que embora fosse claramente o mais forte da prova, o favorito do director desportivo era claramente Armstrong. Sendo ainda relativamente novo Contador poderá ganhar ainda muitas Voltas a França (para já esta foi a 2ª), embora tenha de contar no futuro com Andy Schleck, principalmente se este conseguir melhorar alguma coisa no contra-relógio, é que mesmo com os problemas dele nesta especificidade conseguiu ficar em 2º e foi o único que quase conseguiu acompanhá-lo na montanha. Surpresa na prova foi o inglês Braddley Wiggins que já se sabia ser forte no contra-relógio e que se defendeu relativamente bem na montanha. Quanto a decepções foram principalmente Cadel Evans e Carllos Sastre: o australiano quase não se viu e o espanhol, que relembre-se tinha sido o último vencedor da prova (embora não se esperasse que ele voltasse a ganhar), acabou por "cavar a sua própria sepultura" por numa das principais etapas dos Alpes ter sido o primeiro a atacar os favoritos mas a não ganhar vantagem sobre eles e mais tarde acabou por se ressentir nessa etapa e no resto da Volta a França. Por último os portugueses: Sérgio Paulinho foi claramente dos que mais trabalhou na Astana em prol dos seus líderes. Resta saber agora que equipa representará agora, pois parece também ir abandoná-la. Quanto a Rui Costa estava a ter uma prova mais discreta, como se esperava, acabando por ter estado envolvido numa queda e acabando por trer de desistir da prova. Agora em termos de ciclismo para quem gosta há daqui a pouco tempo a Volta a Portugal, logo seguida da Vuelta, esperamos que bem mais emocionantes que esta prova.
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sábado, 4 de julho de 2009
Tour de France 2009 - começa hoje
Começa hoje mais uma nova edição da volta a França ... mas o que esperar? Será a vitoria de novo de Carlos Sastre ? Ou de Armstrong? Ou de Contador? Começamos por a questão dos portugueses ... este ano estão lá dois Sérgio Paulinho e Rui Costa que irão em principio trabalhar em prol das suas equipas não devendo aparecer assim muito (talvez mais Paulinho até devido à sua maior experiência e de estar numa equipa superior). Quanto ao que irá ser o Tour este ano deverá haver algumas perguntas a fazer: Será que Satre vai se conseguir aguentar, é que o ano passado não havia Astana na prova?; Por outro lado como irá a Astana fazer com previsivelmente dois galos para o mesmo poleiro e com cada um deles a ter alguns escudeiros, que não sei se seguirão com muita facilidade o outro (Sérgio Paulinho é claramente escudeiro de Contador por exemplo). Eu lembro-me que por exemplo quando a Telekom tinha dois candidatos para o Tour as coisas raramente acabavam bem. Eo que terão a dizer homens como Cadel Evan ou os irmãos Schleck sobre isto tudo? E será que aparecerá mais alguém para lutar com os grandes nomes do ciclismo mundial. Será que o fantasma do doping aparecerá mais uma vez aqui? É que com Armstrong de volta isso é muito provável, então caso ganhe de certeza que vai correr muita tinta a estória. Agora é esperar e ver nas próximas 3 semanas que irá triunfar perante os lindos prados e montanhas francesas.
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segunda-feira, 1 de junho de 2009
E em Itália

Parece que acabou ontem o Giro de Itália de ciclismo... Ganhou o russo Dennis Menchov, que passa a ter no seu pecúlio vitórias já em duasgrandes provas. E são dois anos consecutivos em que não ganha um italiano na sua Volta. Será que isto vai ajudar a tirar a imagem do doping a este desporto que perdeu muitos adeptos devido a este problema. É que anteriormente quem ganhava no Giro não se conseguia evidenciar nas outras grandes provas e depois era apanhado nas malhas do doping. Esperemos que sim, para bem da modalidade (e do próprio desporto de alta competição).
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